O ator é um eterno aprendiz!

O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que o ator tenha muita coragem, muita humildade e, sobretudo um transbordamento e amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de suas personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidades padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.







" se você quer viver do teatro ( interpretação que seja) você tem que aguentar, aguentar tudo, o teatro precisa de quem aguenta, não de quem desiste"







O artista não é uma pessoa comum, não é propriedade de ninguém, se assim fosse ou a arte não teria nenhum valor ou todos teriam o privilégio de cantar, pintar, compor, interpretar, tocar atuar etc... e nada teria a graça que tem. O artista é um ser diferente, cuja capacidade de existir enquanto arte transcende às interpretações o egoísmo e a vontade de quem consome sua arte.











CTTB

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Companhia Teatral Terra Brasilis

quarta-feira, 31 de março de 2010

“Six Fufu – Seis Comédias Infernais!”



Um mosaico de cenas que vão se interligando dentro de um trabalho que é 100% de interatividade e alegria junto ao público em 1:40h ininterruptas de humor e gargalhadas. Essa é a proposta do Texto “Six Fufu – Seis Comedia Infernais!”. Na apresentação, a gozação com acontecimentos históricos e situações que fazem parte do cotidiano de nossas vidas e que ganham uma versão no mínimo inusitada e espalhafatosa pelos olhos da Companhia Teatral Terra Brasilis. Em breve estréia Six Fufu, Seis Comédias Infernais!Você vai se pegar rindo sem saber porque!

É sempre assim...




Ingressos destacados, poltronas aquecidas com as respectivas bundas. Nenhum ator Global, mas sim atores Dramáticos e Comediantes, simplesmente interpretes. Sim, algumas carinhas jovens e bonitinhas, mas nenhum modelo ou ator de Malhação... Embora todos estejam com seus respectivos cérebros muito bem malhados (risos) 19 cenas, 81 peonagens, 20 atores em cena... Não. Esta tudo errado!. 19 Histórias (com H mesmo!) 105 corações batendo no mesmo ritmo. 24 pessoas que cederam o seu corpo para que 81 espíritos pudessem possuí-los. Não há como numerar as emoções. Todos aqui estão a oficio da arte e conscientes que vão emprestar o seu corpo aos símbolos mais representativos do Terceiro Mundo, ou seja: o imperialismo, as forças negras, o catolicismo popular, o militarismo revolucionário, o terrorismo urbano, a prostituição da alta burguesia, a rebelião das mulheres, as prostitutas que se transformam em santas, as santas em revolucionárias e por ai vai. Numa conturbada desintegração da seqüência narrativa, porém, sem a perda do discurso, os Textos se mostram cheios de intransigência e temperamento apaixonado. Da platéia, as reações serão positivas e aparentemente liberais, até que uma atriz - uma louca!- começará a falar de incesto, e apesar de ainda se divertir – chegando a aplaudir em cena aberta - o teatro mergulhará no mais absoluto silêncio pousando na loucura e no desespero, na crueza e nas mazelas sociais, e ainda assim, ouvem-se risinhos dos que não reparam no gigante espelho que está a sua frente. Como toda tortura tem seu fim, o momento tenso passa e a platéia volta a gargalhar. E Gargalham diante da sua própria realidade miserável e cruel. Gargalham a ponto de mostrar o céu da boca sem perceber que ali esta sendo exposta a Boca do inferno aonde a vida de todos se encontram. Ao nosso público brasileiro tão carnavalizado, tão barroco, tão balanguandãs ofereçamos o deboche em cima dos debochados! Essas alfinetadas são constantes, e são feitas com a rara sensibilidade de provocar (e muito!) sem necessariamente agredir as pessoas que, queiram ou não, são forçadas a encarar diversos tabus extremamente fortes em nossa sociedade, pedofilia, heterossexualidade e homossexualidade, castidade, incesto… E assim, a CTTB cumpre o seu papel com grande sucesso: provocar de uma forma valente e lúcida. Neste caso, de forma primorosa, com humor e muita elegância. SERA QUE A CRITICA VAI GOSTAR? Com todo respeito que eu possa ter aos críticos, peço-lhes licença – não a poética- para fazer-lhes uma pergunta: Por que será que meu cachorro não gosta do meu sobrinho de cinco anos de idade? Relaxem, eu mesmo respondo: Quando ninguém esta olhando o menino aperta o focinho do cachorro. Então, CRITICOS, por favor, deixem o meu focinho em paz!
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